A eleição é acompanhada de perto em países da Europa e de outros continentes, o que demonstra o papel preponderante que Orbán desempenha na política populista de extrema-direita em todo o mundo.
Os húngaros começaram a votar neste domingo naquela que é considerada a eleição mais importante da Europa neste ano, uma votação que pode destituir o primeiro-ministro populista Viktor Orbán , aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, após 16 anos no poder.
É um momento crucial para Orbán, o líder que há mais tempo serve na União Europeia e um de seus maiores antagonistas, que percorreu um longo caminho desde seus primeiros dias como um liberal inflamado e antissoviético até o nacionalista pró-Rússia admirado hoje pela extrema-direita global.
As urnas abriram às 6h, horário local, e o fechamento estava previsto para as 19h (14h, no horário de Brasília).
Após votar na manhã deste domingo em Budapeste, Viktor Orban disse que estava “aqui para vencer”. O candidato a reeleição disse ainda que a Europa caminha para uma grande crise e que a Hungria precisa “de uma forte unidade nacional para resistir às crises iminentes”.
Seu adversário e ex-aliado, Peter Magyar, também votou cedo. “Se vencermos, precisamos primeiro adotar medidas anticorrupção”, disse o candidato, que também declarou que pretende desbloquear fundos congelados da União Europeia.
Os húngaros farão história nas eleições de domingo, quando escolherem ‘entre o Leste e o Oeste’, e o partido de oposição Tisza sairá vitorioso”, disse Peter Magyar a repórteres após votar em uma seção eleitoral de Budapeste.
A eleição é acompanhada de perto em países da Europa e de outros continentes, o que demonstra o papel preponderante que Orbán desempenha na política populista de extrema-direita em todo o mundo.
Membros do movimento “Make America Great Again” de Trump estão entre aqueles que veem o governo de Orbán e seu partido político Fidesz como exemplos brilhantes de política conservadora e antiglobalista em ação, enquanto ele é repudiado por defensores da democracia liberal e do Estado de Direito.
Ao votar em Budapeste na manhã de domingo, a aposentada Eszter Szatmári, de 62 anos, disse que sentia que a eleição era “basicamente nossa última chance de ver algo que se assemelhe vagamente à democracia na Hungria”.