- Na pesquisa espontânea, 33% se disseram indecisos; 25% afirmam que voto ainda pode mudar
- Em votos totais, governador de SP tem 50%, contra 33% de petista, mostra levantamento
São Paulo
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 56% dos votos válidos na disputa pelo Governo de São Paulo, contra 37% de Fernando Haddad (PT), mostra pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1).
Com isso, Tarcísio poderia conquistar a reeleição já no primeiro turno, no próximo domingo (4).
Para calcular os votos válidos, são excluídos os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é comparável ao utilizado pela Justiça Eleitoral para contabilizar e divulgar o resultado oficial da eleição.
Considerados os votos totais, o governador lidera o levantamento com 50%, seguido por Haddad, com 33%. Brancos, nulos e os que afirmam que não votarão em ninguém somaram 7%, e 3% dos entrevistados se declararam indecisos.
Em um cenário de eventual segundo turno entre Tarcísio e o petista, de acordo com o levantamento, o governador também venceria o petista, por 55% a 38%.
O Datafolha ouviu 1.610 eleitores em cidades paulistas de 28 a 30 de setembro. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança, de 95%. No caso dos votos válidos, a margem é de três pontos. A pesquisa está registrada no TSE sob os códigos SP-01367/2026 e BR-02676/2026 e foi contratada pela Folha e pela TV Globo.
No levantamento, Carlos Machado (PCB), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) têm, cada um, 2% das intenções de votos válidos no primeiro turno. Izadora Dias (PCO) aparece com 1%. Policial Edjane (Agir) não pontuou.
No Datafolha anterior, divulgado em 24 de setembro, Tarcísio liderava a disputa com 50% em votos totais no primeiro turno, contra 30% de Haddad.
Na pesquisa espontânea, ou seja, quando o entrevistador questiona em quem o eleitor irá votar, mas não lista as opções de candidatos, 34% citaram Tarcísio, 33% se disseram indecisos e 18% mencionaram Haddad. Outros 7% sinalizaram voto em branco, 5% afirmaram que votarão no atual governador e 1% disse que vota no PT. Outras respostas somaram 5%.
Entre os entrevistados, 75% afirmaram que estão totalmente decididos e 25%, que o voto ainda pode mudar. Quando questionados sobre o número que vão digitar na urna, 45% não souberam responder e outros 7% mencionaram um número incorreto. As menções corretas somaram 48%.
Haddad é o candidato mais rejeitado pelos eleitores —45% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Outros 29% afirmaram o mesmo sobre Tarcísio.
Haddad é o mais rejeitado, com 45%
Não votariam de jeito nenhum (resposta estimulada e múltipla, em %)
Margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos010203040506018–19.ago28–30.set4.out1º turno
45Fernando HaddadPT
29TarcísioRepub
21Carlos MachadoPCB
21Vera LúciaPSTU
4Não rejeita nenhum
4Indecisos
3Rejeita todos
Outros candidatos
18–19.ago4.out1520Izadora Dias
PCO1118Vivian Mendes UP16-Policial Edjane AGIR
Fonte: Pesquisa Datafolha contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, realizada presencialmente com 1.610 pessoas de 16 anos ou mais em São Paulo nos dias 28 a 30 de setembro; margem de erro de 2 p.p. para mais ou para menos. Registro na Justiça Eleitoral sob o protocolo SP-01367/2026Pesquisas anteriores
Partidos
mais à esquerda
mais à direita
- PSTU
- UP
- PCB
- PSOL
- PT
- PC do B
- Rede
- PV
- PSB
- PDT
- MDB
- PSD
- Avante
- SD
- AGIR
- Mobiliza
- PP
- Cidad
- PRD
- Repub
- Pode
- União
- PSDB
- PMB
- DC
- Missão
- PRTB
- PL
- Novo
As posições dos partidos foram calculadas a partir de cinco quesitos do GPS Partidário: votação dos deputados na Câmara, coligações, frentes parlamentares, migração partidária e doações de campanha. O PCO ficou fora da régua por não ter eleito deputado nem dividido chapa; também ficou abaixo dos cortes mínimos de trocas e de doadores.
O ex-ministro da Fazenda de Lula (PT) entrou na eleição com a missão de consolidar um palanque forte para o presidente no maior colégio eleitoral do país. Já o governador de São Paulo apoia Flávio Bolsonaro (PL), com quem cumpriu poucas agendas públicas desde o início da campanha.
Na última semana, em transmissão ao vivo com o filho de Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio disse que quer ver o ex-presidente, preso pela tentativa de golpe de 2022, subir a rampa do Planalto ao lado de Flávio.
A gestão estadual é avaliada como boa ou ótima por 47% dos eleitores paulistas, como regular por 29% e como ruim ou péssima por 21%. O levantamento desta quinta também mostra que 62% dos eleitores afirmaram aprovar o governo, frente a 32% que disseram desaprovar.
A pesquisa Datafolha para o Senado em São Paulo mostrou que o empate técnico quádruplo se mantém na reta final.
O levantamento traz Marina Silva (Rede) numericamente à frente, com 16% das intenções de voto. André do Prado (PL) e Simone Tebet (PSB) têm 15% cada. Já Guilherme Derrite (PP) aparece com 14%. Com a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, todos estão empatados tecnicamente.