Presidente dos EUA disse que não tem planos de se encontrar com Bolsonaro, que fugiu para o país após derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício de campanha para as eleições de meio de mandato em apoio à senadora Darline Graham (republicana da Carolina do Sul), em um centro de eventos em Rock Hill, Carolina do Sul, EUA, em 29 de outubro de 2026 — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse neste sábado (31) que Flávio Bolsonaro (PL), pode ficar nos Estados Unidos “quanto tempo quiser”.
Em conversa com repórteres em seu clube Mar-a-Lago em Palm Beach, Flórida, Trump disse que não tem planos de se encontrar com Bolsonaro.
Flávio deixou o Brasil rumo aos EUA nesta semana, após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais e ter o passaporte incluído em um pedido de apreensão feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Também neste sábado, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que o governo norte-americano “não se envolveu diretamente” na fuga de Flávio para o país.
“Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o país. Pelo menos, o governo dos Estados Unidos não participou diretamente de nenhuma das ações realizadas”, disse Rubio.
Outras declarações de Trump sobre Flávio
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Flávio Bolsonaro desembarca em aeroporto próximo de Miami em 28 de outubro de 2026 — Foto: REUTERS/Eva Marie Uzcategui
Em suas declarações sobre a fuga de Flávio, o republicano levantou suspeitas sobre o pleito brasileiro, sem apresentar quaisquer provas, chegou a elogiar o senador brasileiro, mas disse não querer se envolver quando questionado sobre a carta divulgada pelo político.
👉 As alegações de fraude eleitoral, divulgadas sem provas, contrastam com o resultado oficial confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que declarou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. O próprio PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu o resultado das urnas, mas pediu esclarecimentos à Justiça.
“Não quero comentar isso agora, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro”, afirmou o presidente dos EUA. “Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente (Lula) — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei. Mas, ao observar o que aconteceu no Brasil… bem, basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Enfim, achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”, disse.
Nos EUA, Trump enfrenta uma eleição decisiva para o restante de seu mandato. No próxima terça (3), os americanos vão às urnas para renovar a Câmara e parte do Senado.
Projeções eleitorais indicam que os democratas têm chances de conquistar o controle das duas Casas do Congresso. Diante desse cenário, o republicano já levantou dúvidas se aceitará o resultado das urnas. “Respeitarei, se forem eleições honestas”, afirmou Trump.