Primeira fase do leilão do Moinho São Jorge termina sem lances

Pregão do icônico prédio fica aberto até o dia 29, com ofertas a partir de R$ 144,9 milhões

Sem nenhum lance formulado, o leilão das instalações do antigo Moinho São Jorge, em Santo André, avançou para a segunda fase. Desde as 14h01 de quarta-feira (7), a oferta mínima pelo imóvel é de R$ 144,9 milhões, valor 50% inferior ao lance inicial, de R$ 289,9 milhões. O prazo termina às 14h de quinta-feira (29), no site da Leje Leilões (www.leje.com.br).

O pregão foi determinado pelo juiz Genilson Rodrigues Carreiro, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Santo André, em razão de dívidas tributárias que somam R$ 74,8 milhões.

Localizado na Avenida dos Estados, 1.171, o imóvel tem terreno de 22.550 m² e 100.697,20 m² de área construída. O complexo inclui área fabril de 85.359,60 m², classificada como galpão de padrão superior, com silos, maquinários, padaria, capela, salão de eventos e obras de arte incorporadas.

Também fazem parte do imóvel uma área externa de 3.090 m², um galpão de 1.447,60 m², classificado como de padrão médio, um pátio de concreto armado de 10 mil m² para carga pesada e 800 metros de muros de fechamento.

O pagamento do lance vencedor poderá ser feito à vista, no prazo de 24 horas, ou parcelado em até 30 meses, com entrada de 25% e o saldo quitado mensalmente por meio de guia judicial.

Esta é a segunda vez, em menos de um ano, que o Moinho São Jorge vai a leilão. Em setembro de 2025, o mesmo juiz autorizou a realização do pregão para a quitação de dívidas de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de R$ 120 milhões.

Na ocasião, o lance inicial era de R$ 276,9 milhões na primeira fase e de R$ 166,1 milhões na segunda. Sete dias antes da abertura do leilão, a empresa realizou depósito de R$ 244,5 mil, além de R$ 7.980 referentes às custas do processo, o que levou o magistrado a cancelar a hasta pública.

Desta vez, o início do pregão também chegou a ser ameaçado. Jorge Chammas, proprietário do moinho, recorreu à Justiça em setembro. Na sequência, o juiz Genilson Carreiro suspendeu o edital por entender que o responsável pelo leilão havia sido afoito ao publicar o documento antes de serem definidas “a forma de publicidade, o preço mínimo, as condições de pagamento, as garantias e a comissão de corretagem”.

No fim da semana passada, o leilão foi retomado.

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