Operação mira esquema internacional com uso de ‘mulas’ para o transporte de cocaína


A Polícia Militar, por meio do Comando de Policiamento do Interior 9 e do 10º Batalhão de Ações Especiais, realizou nesta terça-feira (20) uma operação de combate ao tráfico internacional de drogas no interior de São Paulo e no estado do Mato Grosso do Sul. A ação investiga um esquema de transporte de cocaína por meio de “mulas do tráfico” em viagens clandestinas ao estado.

 

A operação Expurgo, feita em parceria com a Polícia Federal, cumpriu 12 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão nos municípios de Americana, Santa Bárbara D’Oeste, Limeira, Piracicaba, Botucatu, São Paulo e Corumbá (MS). As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal.

 

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que essa operação integrada revela a preocupação das autoridades públicas em combater crimes deste tipo. “O tráfico de drogas fomenta diversos outros crimes, como roubo, furto e lavagem de dinheiro, além de destruir lares quando a pessoa se torna dependente química. Aqui em São Paulo não vamos permitir que traficantes fiquem impunes”, disse.

 

No total, um alvo foi localizado e preso em Santa Bárbara D’Oeste. Durante as diligências, e com o apoio de cães policiais, as equipes localizaram quatro armas, sendo duas pistolas, um fuzil e um revólver, R$ 75 mil em dinheiro e três celulares que estavam escondidos em fundos falsos de móveis na residência.

 

Já em Limeira, um suspeito fugiu para uma área de mata e durante uma troca de tiros com os policiais, foi alvejado. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. 

 

“A operação de hoje é um desdobramento de uma prisão que o 10° Baep fez no ano passado, na qual foi identificada uma quadrilha especializada em tráfico internacional de drogas por meio de “mulas do tráfico”. No total, 15 bolivianos foram presos. O trabalho deles no esquema criminoso era engolir capsulas com drogas para levar a outros países”, revelou o coronel Cleotheos Sabino, comandante do CPI-9.

 

Segundo as apurações, um dos presos chegou a ingerir 120 cápsulas. A partir desta ação, a Polícia Federal instaurou um inquérito e descobriu a liderança desse esquema. 

 

Foi descoberto que parte dos integrantes da organização criminosa são membros da facção paulista que atua dentro e fora dos presídios. Alguns dos envolvidos já estão presos em razão de mandados de prisão preventiva e condenações anteriores por tráfico de drogas.





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