Advogado-geral da União foi indicado pelo presidente Lula para o STF em novembro de 2025
no STF (Supremo Tribunal Federal), passa por sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado nesta quarta-feira (29).
Ele chegou ao Senado por volta de 8h50, acompanhado do ministro da Defesa, José Mucio. Questionado por jornalistas sobre como estava se sentindo, evitou citar expectativas e disse apenas: “Deus abençoe a todos”.
A sabatina está prevista para esta manhã e deve ser seguida pela votação em plenário. Para ser aprovado e estar apto à nomeação, Messias precisa do voto de pelo menos 41 dos 81 senadores.
Relator da indicação de Messias, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) apresentou parecer a favor de aprová-lo ao STF. Segundo o parlamentar, Messias chega à CCJ convencido de que conseguiu conversar com senadores e viabilizar os “votos necessários”.
Sabatina demorou cinco meses
A sabatina de Messias tem acumulado expectativas e gerado tensões entre o Congresso e o Palácio do Planalto desde sua indicação, no final de novembro de 2025.
No início de dezembro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cancelou a sabatina na CCJ, argumentando que o governo federal ainda não havia apresentado uma mensagem oficial ao Senado sobre a indicação de Messias.
Desde então, a indicação tinha ficado parada. O processo só foi retomado no início de abril, quando Alcolumbre encaminhou a indicação de Messias à CCJ, escolhendo o senador Weverton Rocha (PDT-MA) para a relatoria do processo.
Messias enfrentou 150 dias de espera para a sabatina, tempo recorde entre os atuais ministros do tribunal.
Base governista confiante
Em conversa com jornalistas nesta terça-feira (28), o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou estar “confiante” sobre a aprovação do indicado.
“Eu estou confiante de que nós conseguiremos aprovar o nome do ministro Messias amanhã com 46 votos. Uma hipótese mais otimista é de 48 a 49 votos. Em uma hipótese mais realista, 46 a 48 votos”, comentou.
Jorge Messias
Atual advogado-geral da União, Messias foi indicado por Lula ao STF cinco meses atrás.
Com extensa carreira na Esplanada, ele atuou como subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil e em posições estratégicas nos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia durante o governo Dilma Rousseff.