Câmara de S.André nega problemas com ex-vereador preso pela Polícia Civil

O ex-vereador de Santo André Thiago Rocha (PSD) foi preso nessa segunda-feira (27/04), após a deflagração da Operação Contaminatio, da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Rocha é suspeito de ser o principal articulador político da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), em prefeituras da região metropolitana de São Paulo e do litoral, além de ações junto ao Governo do Estado. Em nota, a Câmara de Santo André negou que o ex-parlamentar tenha participado de qualquer tipo de contratação realizada pelo Parlamento.

Em nota oficial, o Legislativo andreense relembrou que Rocha exerceu o cargo de vereador entre os dias 5 e 25 de maio de 2022. “Desde então, não mantém qualquer vínculo funcional ou político com esta Casa Legislativa. Durante o breve período em que esteve no exercício do mandato, Thiago Rocha de Paula não participou de processos de contratação, licitação ou decisões estratégicas de competência administrativa da Câmara Municipal de Santo André.”.

O Parlamento Municipal também relata que todos os registros da Casa de Leis estão à disposição dos órgãos de controle e investigação, e que os desdobramentos do caso serão acompanhados “com a devida atenção”.

Em suas redes sociais, a última publicação de Thiago foi sobre sua participação na Meia Maratona de Santo André. Na legenda da foto parabenizou o prefeito Gilvan Ferreira (Cidadania) e o secretário de Esportes, Jobert Minhoca (Podemos), pela iniciativa. Nessa terça-feira (28/04), Rocha participaria de um evento no ateliê de políticas públicas da Universidade Federal do ABC (UFABC), no campus São Bernardo, para apresentar o trabalho de mestrado intitulado “Índice de Capacidade Institucional das Escolas de Governo no Brasil: construção, validação e aplicação comparativa”.

Operação

Seis pessoas foram presas pela Polícia Civil por suspeita de integrar o PCC e agir em ações em diversas prefeituras. Foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Guarulhos, Santo André, Mairinque, Campinas, Ribeirão Preto, Santos, além de Goiânia e Aparecida de Goiânia (GO), Brasília (DF) e Londrina (PR). A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 513 milhões em bens e ativos ligados aos investigados.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não divulgou os nomes dos investigados nem em quais prefeituras eles estavam infiltrados. A operação Contaminatio, comandada pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes, é um desdobramento da Operação Decurio, de agosto de 2024, quando, segundo a polícia, “foram apreendidos dispositivos eletrônicos que revelaram um complexo sistema de movimentação financeira ilícita”.

Gostou dessa matéria? Envie a um(a) amigo(a):

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email