Atacante participou de todos os quatro gols do Brasil até agora nesta Copa e se consolida como a engrenagem fundamental do time comandado por Ancelotti.
Nem ele consegue fugir do próprio olhar. No aquecimento, Vini Jr. está no campo e no telão porque o mundo já enxergou um dos protagonistas dessa Copa.
Não só um brasileiro, mas um talento que só poderia existir no Brasil, e não é porque ele canta o hino soltando cada palavra com gosto.
E sim, porque herdou as nossas melhores tradições; com a bola nos pés, faz coisas que só o brasileiro sabe fazer. Vini Jr. não desiste nunca.
Previsível e surpreendente ao mesmo tempo. Com aquela jogada que todo mundo sabe que ele vai fazer e ninguém consegue parar.
Aquele corte pela esquerda e o chute que tantas vezes acaba em gol. Ou dele ou de quem está por perto.
Vinícius Júnior: Estamos aqui para trazer alegria para o nosso povo e nossa família.
E o repertório de jogadas no ataque está cada vez maior. Não é só pela ponta esquerda que ele chega até o gol. Contra o Haiti, correu livre pelo meio-campo também.
E a sintonia com Matheus Cunha está cada vez melhor. E com Ancelotti também. Ele fala do chefe com a intimidade que o filho tem com um pai.
Vinícius Júnior: Sem dúvidas, o peso da estreia conta muito. Hoje os jogadores estavam mais tranquilos. A forma que eu joguei também, joguei mais por dentro. O ‘Mister’ sempre me pede para jogar por dentro, não gosto tanto, mas sempre que eu jogo, eu faço gol. Já sei que vou escutar e vou ter que jogar mais vezes por dentro.
Sorte nossa. Correndo pelo meio, encontrou metade do campo livre só para ele brincar de correr e clicar. Imagine o que o goleiro pensa quando vê um jogador tão decisivo surgindo sozinho na frente dele.
E assim Vini Jr. participou de todos os quatro gols do Brasil até agora nessa Copa. Contando com a Copa do Catar, são 9 participações em 12 gols. E contando com os amistosos nos últimos meses, o número coincide: dos últimos 12 gols, 9 só foram marcados porque ele estava lá.
Começamos a Copa perguntando se ele seria capaz de decidir. Hoje a pergunta mudou: o que seria de nós sem ele? Sem essa irreverência que não foge à luta. Não era só dos gols. Estávamos sentindo falta de um jogador que fosse ao mesmo tempo os pés e a cara do Brasil.