Falha de estagiário, erros da tripulação e mau tempo causaram acidente aéreo com mais de 20 mortos na Bolívia, diz relatório

Segundo documento, controlador aéreo era estagiário que não deu informações ‘sobre condições reais da pista’. Autoridade da Força Aérea disse: ‘Se talvez, desde o início, os tripulantes tivessem recebido o boletim meteorológico, poderiam ter tomado outro rumo’.

acidente com um avião militar que deixou mais de 20 mortos na Bolívia no final de fevereiro ocorreu devido a falhas de comunicação de controle de tráfego aéreo, erros da tripulação e uma tempestade elétrica com chuva e granizo, informou uma comissão investigadora da Força Aérea Boliviana nesta quinta-feira (30).

acidente com um avião militar que deixou mais de 20 mortos na Bolívia no final de fevereiro ocorreu devido a falhas de comunicação de controle de tráfego aéreo, erros da tripulação e uma tempestade elétrica com chuva e granizo, informou uma comissão investigadora da Força Aérea Boliviana nesta quinta-feira (30).

Segundo a investigação, a aeronave com oito tripulantes não recebeu informações oportunas do sistema de controle aéreo e decidiu desviar sua rota devido ao mau tempo. Por conta disso, entrou no aeroporto por um acesso diferente do planejado, momento em que apresentava “excesso de velocidade”.

Além disso, o piloto aterrissou sobre o trem de pouso dianteiro, manobra que dificultou o uso dos freios. E, devido a uma forte tempestade, o trecho final da pista estava molhado.

“Este acidente poderia ter sido evitado”, disse em coletiva de imprensa o coronel Ricardo Alarcón, presidente da comissão investigadora da Força Aérea. O relatório indica que o controlador aéreo era um estagiário, sob supervisão, que não forneceu informações “sobre as condições reais da pista. “Se talvez, desde o início, os tripulantes tivessem recebido o boletim meteorológico especial da estação de La Paz, poderiam ter tomado outro rumo”, continuou Alarcón.

O avião partiu de Santa Cruz, no leste do país, com uma carga de cédulas em moeda nacional do Banco Central da Bolívia, equivalente a R$ 60 milhões ( cerca deR$ 309 milhões, na cotação de fevereiro).

Após o acidente, centenas de pedestres se lançaram entre os destroços para recolher as notas, o que fez o governo mandar queimar as cédulas. A comissão investigadora elucidou que o relatório se concentrou em determinar as causas do ocorrido e que não estabelece responsabilidades individuais.

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