Trump anuncia prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano

Segundo o presidente dos EUA, o novo prazo será de três semanas e foi definido após reunião na Casa Branca

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) que o cessar-fogo entre Israel e Líbano foi prorrogado por três semanas.

Em publicação na rede Truth Social, Trump disse que recebeu representantes dos dois países na Casa Branca. Trump afirma que a reunião foi “muito boa” e que os “Estados Unidos vão trabalhar com o Líbano para ajudá‑lo a se proteger” do grupo terrorista Hezbollah.

O presidente americano classificou a reunião como “verdadeiramente histórica” e que espera receber, em breve, o primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun.

O presidente dos Estados Unidos, DONALD J. TRUMP, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, o embaixador em Israel, Mike Huckabee, e o embaixador no Líbano, Michel Issa, reuniram‑se hoje com representantes de alto escalão de Israel e do Líbano no Salão Oval.

A reunião foi muito boa! Os Estados Unidos vão trabalhar com o Líbano para ajudá‑lo a se proteger do Hezbollah. O cessar‑fogo entre Israel e o Líbano será estendido por TRÊS SEMANAS.

Espero, em um futuro próximo, receber o primeiro‑ministro de Israel, Bibi Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun. Foi uma grande honra participar desta reunião verdadeiramente histórica!

Ataques entre Israel e Líbano continuam

O encontro na Casa Branca ocorreu em meio à troca de tiros entre as forças armadas israelenses e o grupo terrorista Hezbollah, milícia apoiada pelo Irã no Líbano.

Um ataque israelense perto da cidade de Nabatieh, no sul do Líbano, matou três pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. O Hezbollah reivindicou três ataques distintos contra tropas israelenses que ocupam o sul do Líbano.

Os contínuos combates no Líbano têm prejudicado o progresso lento rumo a um acordo de paz mais amplo entre o Irã, os Estados Unidos e Israel. O Irã apoia o Hezbollah e considera o cessar-fogo no Líbano uma condição essencial para um acordo de paz mais abrangente.

As hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã se deslocaram para o estreito de Ormuz, onde ambos os lados apreenderam navios nos últimos dias por considerarem que estes violavam as regras que estabeleceram para o direito de usar essa importante rota de navegação de petróleo e gás.

Na quarta-feira, as forças iranianas afirmaram ter apreendido dois navios de carga perto do estreito. Há poucos indícios públicos de que Washington ou Teerã estejam empenhados em retomar as negociações de paz e, na quinta-feira, Trump adotou um tom mais agressivo em relação ao Irã, ordenando à Marinha dos EUA que “atire e destrua qualquer embarcação” que esteja lançando minas no Estreito de Ormuz.

As tensões no estreito injetaram novo temor nos mercados de energia. O petróleo voltou a ser negociado acima de US$ 100 o barril.

Os preços da energia subiram acentuadamente desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã no final de fevereiro, e o Irã respondeu bloqueando efetivamente a navegação pelo estreito. Os Estados Unidos retaliaram com um bloqueio naval que impediu dezenas de navios de entrar ou sair de portos iranianos.

Mais cedo, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o país está “pronto” para retomar a guerra contra o Irã e que aguarda o sinal verde do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “fazer o Irã retornar à Idade da Pedra”.

Horas antes, Trump afirmou que ordenou à Marinha dos EUA que “atire e destrua qualquer embarcação, por menor que seja, que esteja lançando minas nas águas do estreito de Ormuz”. “Não deve haver hesitação”, escreveu o republicano na Truth Social.

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