Imagens mostram pichação e danos em estação de metrô da Paulista após ato pró-Lula

  • Companhia diz que oito placas de vidro e estruturas foram atingidas; campanha de Lula não comenta
  • Polícia Militar afirma que dispersão ocorreu sem registro de ocorrências graves e que analisará câmeras

Brasília e São Paulo

O Metrô de São Paulo afirmou que três estações da linha 2-verde foram alvo de vandalismo durante a manifestação pró-Lula realizada no domingo (11) na avenida Paulista. Os danos foram registrados nas estações Brigadeiro, Trianon-Masp e Consolação.

Em nota enviada nesta segunda-feira (12), a companhia afirmou que uma vistoria técnica apontou danos em oito placas de vidro das coberturas dos acessos voltados à avenida, além de pichações e aplicação de adesivos em estruturas das estações e no interior de um trem.

Procurada, a campanha de Lula não se manifestou.

Grupo de manifestantes está no teto da entrada da estação Trianon-Masp do metrô, segurando bandeiras e faixas, uma delas com a frase 'Viva a Revolução'. Pessoas também se concentram na calçada em frente à estação, algumas com guarda-chuvas e cartazes. A cena ocorre durante o dia em área urbana.
Imagem mostra o que parecem ser participantes do ato pró-Lula na Avenida Paulista acima da entrada de vidro da estação Trianon-Masp; é possível ver viatura da GCM (Guarda Civil Metropolitana) e três policiais militares nos arredores – Reprodução – 11.out.26/CNN Brasil

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) afirmou que a Polícia Militar acompanhou a manifestação e que a dispersão ocorreu sem registro de ocorrência grave. Segundo a pasta, a Polícia Civil analisará imagens do Metrô e de outras câmeras para identificar e responsabilizar os autores dos danos.

Imagens divulgadas pela CNN Brasil mostraram pessoas sobre a cobertura de vidro da estação Trianon-Masp. No vídeo, algumas delas aparecem com o rosto coberto e empunhando bandeiras, enquanto a estrutura exibe pichações e cartazes.

Segundo a emissora, os manifestantes teriam descido da entrada da estação após a chegada da polícia. Uma das imagens divulgadas pela CNN mostra viatura da GCM (Guarda Civil Metropolitana) e policiais militares ao redor da estação, enquanto os manifestantes estão sobre a estrutura de vidro.

O Metrô disse que as equipes de manutenção iniciaram os trabalhos de limpeza ainda durante a madrugada e seguiam atuando ao longo do feriado. A companhia afirmou que já providenciou a compra de novos vidros e que as estruturas não oferecem risco aos passageiros, por contarem com películas de proteção que impedem desprendimento de fragmentos.

A empresa registrou boletim de ocorrência e disse que disponibilizará às autoridades imagens de seu sistema de monitoramento, integrado ao Muralha Paulista.

o Metrô fechou a estação Trianon-Masp a partir das 12h50 sob a justificativa de alta concentração de pessoas. A companhia diz ter acionado seu plano de controle de multidão e ampliado a oferta de trens nas linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha.

O ato em defesa da reeleição de Lula ocupou 12 quarteirões da avenida Paulista no seu momento de pico. A PM não fez uma estimativa de público.

Presente no ato, Lula fez um discurso direcionado aos jovens. “Ou vocês participam da vida política ou ela não tem conserto. Vocês têm que assumir a responsabilidade enquanto são jovens, enquanto tem disponibilidade de ir à luta. Esse país não pode perder a democracia, por pior que ela seja”, afirmou.

Além da capital paulista, houve atos em 76 cidades pelo país, entre manifestações, caminhadas, carreatas, bandeiraços e panfletagens, segundo a plataforma Comitê Popular de Luta, que reúne agendas de atividades da militância e de apoiadores da campanha.

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